A incrível geração de mulheres livres

partygirls

Essas mulheres superaram o bem-me-quer/mal-me-quer, e só gastam suas pétalas com muito-bem-me-quero. Essa é a geração das unhas vermelhas, ou descascadas por uma semana inteira. Dos saltos altos, ou calcanhares descalços e imundos. Dos lábios pintados, ou manchados após um amasso daqueles. Essa é a geração das garotas que sabem o que quer e vão atrás sem pensar nas consequências, que vivem como se o amanhã não existisse.

As mulheres livres estão longe de serem perfeitas, e utilizam de sua liberdade para ressaltar as imperfeições. São pequenas garotas em fase de transição, são mulheres loucas, senhoras batalhadoras, damas divorciadas, donas de si mesmas. Mulheres livres gritam, choram até engasgar, dançam até o chão por duas noites seguidas e na segunda-feira seguem seus afazeres. Afinal, a calmaria não é para elas…

Essas moças não nasceram para corresponder suas expectativas, e se esperar por isso, estará fadado a frustração. A geração de mulheres livres briga pelo que acredita sem fricotes, abusa do verbo com vontade e nem em um milhão de vidas nasceu para te agradar. Ela tem seus planos, suas razões, suas dores… E se sobrar espaço para mais um, pode até te incluir nesse filme.

As mulheres livres não gostam de monotonia. Arriscam-se, machucam-se e perdem sangue aventurando-se a procura de novidade. O amor próprio já transborda, a paixão pelas próprias curvas não deixa tempo para se perder em curvas alheias. Achou narcisismo? Uh, que pena. Mulheres livres gostam de rostos diferentes, bocas diferentes, corpos diferentes… Pois a monogamia é tão entendiante. E se lhe der na telha, para por um mês e escreve poesia por todas as noites trancafiada em seu quarto, consciente de que o mundo lá fora está aberto há novas oportunidades para quando quiser voltar. Afinal, o mundo é tão grande e elas tão pequenas… Há muito o que ser explorado.

Essas preciosidades estão escondidas nos botecos, boates, barzinhos e beiras de estrada. Sempre procurando por espaço, sempre roubando cena. Elas são um quebra-cabeça de cinco mil peças. Não tem cacife para solucionar? Escolhe um jogo mais fácil!

Essa geração, definitivamente, veio para revolucionar o mundo.


Atenciosamente, Sarah Santos.

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