Amor – Vide bula

love

Esse é o pai da automedicação. Os termos de compromisso que assinamos sem ler. As precauções que estão lá para mero enfeite. Se o amor tivesse bula, afinal, não existiriam tantas canções de artistas apaixonados. Prescrito para as mais ingênuas donzelas, para corações cansados de apanhar, para quem jura que nunca mais vai permitir que seu coração bata mais forte por alguém.

Em tempos de “a fila anda” e pessoas tentando proteger seus sentimentos à todo custo, tenta-se cada vez mais regrar, medir e agregar valor ao amor. Porém, esquecem-se que o amor não tem validade. Não obedece a prazos ou segue normas. O amor é inconveniente, fica onde não deve, arde por quem não merece e vai embora quando quer. Aquele sentimento comportado demais é afeto, apego… Qualquer coisa, mas amor não é.

Infelizmente (ou não), os indivíduos mais vulneráveis são as maiores vítimas dessa virose sem precedentes. Jogam fora as recomendações da embalagem e consomem o frasco inteiro, até drogar-se. O amor pode revigorar na mesma proporção que pode ser destrutivo. Pois um medicamento forte, se consumido em excesso, torna-se veneno.

As contraindicações são: dores no peito, peso na mente, insônia e travesseiro molhado. Nada que não esteja escrito na bula… Mas quem a lê, não ama. Amar é jogar a bula fora.

Se persistirem os sintomas, bebe que passa…


Atenciosamente, Sarah Santos.

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